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BRASIL, Sudeste, SANTO ANDRE, PARANAPIACABA, Homem, Arte e cultura, Viagens, Bed and Breakfast Outro - tangarapousada@yahoo.com.br
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Para aquecer o inverno A temporada de grandes atrações nas férias do meio do ano começa no fim de semana. O primeiro evento a agitar a programação do Grande ABC é o tradicional Festival de Inverno de Paranapiacaba, que começa no sábado. Suas diversas atividades artísticas gratuitas seguem até dia 31, sempre aos sábados e domingos.
A responsabilidade de abrir a 11ª edição da festa é do cantor e compositor Eder Palmieri, com show programado para o meio-dia em espaço montado na frente ao Antigo Mercado. O dia ainda conta com performances de Kléber Albuquerque, Zé Geraldo e Raíces de América em locais como o Espaço Sesc (montado nas instalações do casarão do Clube União Lyra-Serrano, onde os ingressos serão distribuídos uma hora antes), a Padaria do Mens e a Biblioteca, todos na parte baixa de Paranapiacaba.
O grupo Pato Fu é a grande atração de sábado. A banda mineira traz a região apresentação com repertório baseado no CD "Daqui Pro Futuro", lançado em 2007. Diferente do trabalho do álbum "Música de Brinquedo", o projeto conta com temática mais adulta e músicas como "A Verdade Sobre o Tempo", "Espero" e "A Hora da Estrela". O show começa às 20h e ocorre no palco principal do evento, montado no campo de futebol. Diferentemente dos anos anteriores, não será necessário retirar antecipadamente os ingressos para os shows principais.
No domingo, nomes como João Cristal, Roberta Tiepo, Zimbo Trio, Renato Teixeira e Vânia Bastos estarão espalhados pelos espaços da vila andreense. A movimentação maior deve ocorrer a partir das 20h, no Palco do Campo, quando começa o Baile do Simonal. O projeto une os irmãos Max de Castro e Wilson Simoninha em homenagem ao pai, o cantor Wilson Simonal. "País Tropical", "Nem Vem Que Não Tem" e "Sá Marina" são alguns sucessos do icônico artista que ganham interpretação pela dupla de herdeiros.
As mostras "Caminhos da Vila", "Óxidos de Passagem", "Barão de Mauá" e "Infinito Olhar" estarão em exposição dentro do Antigo Mercado durante todos os dias. A visitação também tem entrada franca.
Segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia, o clima no local promete ser muito seco durante a tarde, com sol em muitos momentos. A recomendação é ficar de olho na hidratação durante os dois dias. A névoa característica da vila deve marcar presença, mas à noite o tempo deve permanecer agradável.
Além das atrações musicais, o Festival de Inverno traz 14 barracas para alimentação. Salgados, doces e bebidas serão vendidos na praça da alimentação montada na Avenida Paula Souza, sem contar os bares e restaurantes por toda a área.
Não é permitida a entrada de carros de fora em Paranapiacaba - apenas moradores terão acesso às ruas. No trajeto, haverá um estacionamento particular com 3.000 vagas (R$ 15 pelo período)e um ônibus intermunicipal gratuito será disponibilizado para completar o trajeto até a parte alta da histórica Vila Ferroviária.
Toda a programação e mais informações do evento podem ser obtidas pelo site oficial da Prefeitura (www.santoandre.sp.gov.br) ou por meio do telefone 0800-0191944.
Escrito por Pousada Tangará às 11h27
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PROGRAMAÇÃO
Dia 16 - Eder Palmieri, às 12h, no Antigo Mercado - Kléber Albuquerque, às 15h30, no Espaço Sesc - Zé Geraldo, às 17h, no Antigo Mercado - Pato Fu, às 20h, no Palco do Campo
Dia 17 - Roberta Tiepo, às 12h, no Antigo Mercado - Zimbo Trio, às 15h30, no Espaço Sesc - Renato Teixeira, às 17h, no Antigo Mercado - Baile do Simonal (com Max de Castro e Wilson Simoninha), às 20h, no Palco do Campo
Dia 23 - Jair de Oliveira, às 14h, no Antigo Mercado - Beto Guedes, às 17h, no Antigo Mercado - Cidadão Instigado, às 18h30, no Espaço Sesc - Milton Nascimento, às 20h, no Palco do Campo
Dia 24 - Mombojó, às 14h, no Antigo Mercado - Pedro Mariano, às 17h, no Antigo Mercado - Nasi, às 18h30, no Espaço Sesc - Jorge Vercillo, às 20h, no Palco do Campo
Dia 30 - Claudia Albuquerque, às 14h, no Antigo Mercado - Marcelo Jeneci, às 17h, no Antigo Mercado - Oswaldinho do Acordeon, às 18h30, no Espaço Sesc - O Teatro Mágico, às 20h, no Palco do Campo
Dia 31 - Heartbreakers, às 14h, no Antigo Mercado - Ari Borger, às 15h30, no Espaço Sesc - Rita Ribeiro, às 17h, no Antigo Mercado - Lenine, às 20h, no Palco do Campo
Escrito por Pousada Tangará às 11h26
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11º Festival de Inverno de Paranapiacaba Façam Já suas reservas
Escrito por Pousada Tangará às 10h09
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Pato Fu abre o 11º Festival de Inverno de Paranapiacaba no dia 16 de julho13/06/2011 - 12:27 Público poderá conferir ainda Milton Nascimento, Lenine, Jorge Vercílio e Teatro Mágico, entre outros. A banda mineira Pato Fu se apresentará no palco do campo. Fotos: Divulgação
O 11º Festival de Inverno de Paranapiacaba começa no dia 16 de julho com uma das melhores programações de todas as edições. Já na abertura o público poderá conferir a banda mineira Pato Fu. Estão previstos ainda apresentações de Milton Nascimento (dia 23), Jorge Vercílio (24), Teatro Mágico (30) e Lenine (31). Estes shows serão às 20 horas no palco do campo, na Avenida Fox, s/n. Os ingressos, gratuitos, serão distribuídos uma hora antes do início de cada atração. Novos nomes e veteranos da Música Popular Brasileira também marcarão presença no festival. No Antigo Mercado se apresentarão Zé Geraldo (16), Renato Teixeira (17), Jair Oliveira e Beto Guedes (23, respectivamente às 14 horas e 17 horas), os pernambucanos do Mombojó e Pedro Mariano (24, respectivamente às 14 horas e 17 horas), Marcelo Jeneci (30) e Rita Ribeiro (31). Neste ano, o Sesc, parceiro da organização do festival, será o responsável pelas atrações do Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/n). Estão confirmados shows de Kleber Albuquerque e Raíces de América (16); Zimbo Trio e Vânia Bastos (17); Liquidus Ambientus e Cidadão Instigado (23); Go do Trombone Jazz e Nasi (24); Karallarga e Oswaldinho do Acordeon (30), e Ari Borges e Blues Etílicos no encerramento, dia 31. Artistas da região também terão espaço garantido. É o caso de Éder Palmieri, o Coro de Santo André, João Cristal e a Banda Lira, com apresentações no Antigo Mercado e na Padaria do Mens (Rua Schnoor, 405), espaço que será destinado também à literatura. Para o público infantil, as atividades acontecerão na biblioteca (Rua Rodrigues Alves, s/nº). O 11º Festival de Inverno de Paranapiacaba integra o calendário de atividades do Departamento de Turismo de Santo André. A programação será realizada nos dias 16, 17, 23, 24, 30 e 31 de julho, a partir do meio-dia. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 11 4433-0339.
Escrito por Pousada Tangará às 10h08
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SERVIÇO: 11º Festival de Inverno de Paranapiacaba Dias 16, 17, 23, 24, 30 e 31 de julho, a partir do meio-dia Locais: Palco do Campo (Avenida Fox, s/nº), Espaço Sesc (Clube União Lyra-Serrano Avenida Antonio Olyntho, s/nº), Antigo Mercado (Rua Campos Salles, s/nº), Padaria do Mens (Rua Schnoor, 405) e na Biblioteca (Rua Rodrigues Alves, s/nº), todos na Parte Baixa da Vila. Apresentações musicais, literatura e atividades infantis, entre outras atividades Os ingressos, gratuitos, serão distribuídos uma hora antes do início de cada atração Mais informações: (11) 4433-0339 SECOM PSA Assessoria de Imprensa Marcos Imbrizi Email: mlimbrizi@santoandre.sp.gov.br Telefone: + 55 11 4433-0137 13/06/2011 Acompanhe os acontecimentos da Prefeitura de Santo André no twitter: http://twitter.com/stoandre
Escrito por Pousada Tangará às 10h07
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Festival de Paranapiacaba recebe a Rota do Cambuci Nos próximos dois fins de semana, representantes da Rota Gastronômica do Cambuci participam da feira de produtos no mercado. No próximo fim de semana (dias 16 e 17) a programação do 8º Festival do Cambuci de Paranapiacaba recebe o reforço da 3ª Rota Gastronômica do Cambuci. Assim, a feira de produtos, que acontece no Antigo Mercado, passará a contar com barracas de produtos de representantes de Rio Grande da Serra, Paraibuna, Salesópolis e Mogi das Cruzes, cidades que integram a Rota e desenvolvem alguma atividade econômica relacionada ao cambuci, fruto típico da Mata Atlântica. Os visitantes estarão em Paranapiacaba também no feriado prolongado (de 21 a 24 de abril). Na feira o público pode conferir produtos como doces, bolos, sucos, e outros itens preparados com o cambuci, além de mudas da árvore, artesanatos e livros sobre a história da Vila. O visitante pode conferir ainda pratos salgados, doces, bebidas e outras iguarias com receitas elaboradas com o fruto em um dos 26 empreendimentos que participam do Festival Gastronômico. Confira a lista de estabelecimentos abaixo. Também há quatro barracas no Largo dos Padeiros, Parte Baixa da Vila, que comercializarão sucos, sorvetes e vitaminas, além da tradicional pinga de cambuci.
Escrito por Pousada Tangará às 19h47
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No coreto do Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/n, na Parte Baixa), a atração musical desta semana é a dupla sertaneja Márcio Henrique e Matheus, que se apresenta no dia 17 às 15h. No próximo domingo (24) é a vez da cantora Thais Helena, que interpreta canções da Música Popular Brasileira, se apresentar no festival. No encerramento do evento, no sábado, dia 30 de abril, o cantor Hyldon faz show no palco ao lado do Antigo Mercado, logo após a divulgação dos vencedores do Concurso Gastronômico do Cambuci. O 8º Festival do Cambuci de Paranapiacaba prossegue nos fins de semana até o dia 30 de abril, das 10 às 18 horas. O evento é organizado pelo Departamento de Turismo de Santo André, com o apoio da Secretaria de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense, e integra a programação de aniversário de 458 anos da cidade. Mais informações sobre a programação podem ser obtidas pelo telefone 11 4433-0752, ou no site da Prefeitura - www.santoandre.sp.gov.br.
Escrito por Pousada Tangará às 19h45
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Pousada Tangará Sinta-se em casa em um ambiente familiar e aconchegante. A pousada Tangará trabalha com o sistema Bed and breakfast (cama e café da manhã), com banhos à vontade. *Quartos amplos e bem arejados, com camas confortáveis; *Café da manhã reforçado com deliciosas guloseimas; *Espaço para comemorações, lua de mel e eventos de pequeno porte; *Limpeza é um item obrigatório na Pousada Tangará; * A pousada conta com dois quartos com capacidade para quatro pessoas em cada um deles, ambos com camas de casal e solteiro; *Descontos especiais para grupos e pacotes. Ligue agora e faça sua reserva. Telefones: (11) 4439-0058/4439-0392/ 9783-5017. Falar com Evanir ou Célia. Localizada à Rua Campos Salles, 563. (Próximo ao campo de futebol Charles Miller)
Escrito por Pousada Tangará às 13h58
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Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranapiacaba
Como chegar
Coordenadas Sul 23 46'44" Oeste 46 18' 07"
De ônibus
No Terminal de ônibus da Estação de Prefeito Saladino, em Santo André, no ABC Paulista, há um ônibus, com intervalos médios de 40 minutos, que vai direto para Paranapiacaba. A linha é AOL 040 (Paranapiacaba/Santo André), da Viação Ribeirão Pires. É uma linha intermunicipal, com a pintura padrão da EMTU, que passa pela Estação de Santo André, Av.Perimetral de Santo André, pelo Centro de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra até chegar na parte alta da Vila de Paranapiacaba. Quaisquer dúvidas entrar em contato com a Viação Ribeirão Pires no telefone: (11)4828-4566 ou 0800-771-7182.
De carro pela Via Anchieta
(Aproximadamente 45km contados a partir do início da Via Anchieta)
Partindo de São Paulo, siga pela Via Anchieta (SP150) entrando no Riacho Grande logo após o fim da represa. Mantenha-se a esquerda e passe por baixo da Anchieta. Siga em frente e entre a esquerda na Rodovia Índio Tibiriçá (SP31). Siga até o KM 44 e entre a esquerda para Paranapiacaba. Entre a direita passando por baixo da Índio Tibiriçá e siga em frente. Bem a frente (quase chegando) onde observa-se o Cristo no alto de um morrinho à esquerda existe a opção de entrar a esquerda e seguir 5km por uma estrada de terra até a parte baixa da cidade. Caso opte por seguir em frente a estrada levará até a parte alta da cidade.
De carro por Mauá
A partir do Centro Alto de Mauá (Região do Bairro matriz) seguir direto pela Avenida Capitão João até o final, chegando em Ribeirão Pires, sempre continue reto pela Av. Humberto de Campos e Av. Santo André até acessar a rodovia SP-122 que termina em Paranapiacaba, em frente ao cemitério.
De trem
Linha D da CPTM. Atualmente o trem chega somente até a estação Rio Grande da Serra, pois daí em diante circulam somente trens de carga da MRS Logística (empresa de trens e concessionária responsável pela linha, junto com a CPTM). Para continuar o percurso, há um ônibus na Estação Rio Grande da Serra, com intervalo médio de 1 hora, que vai direto para Paranapiacaba, dando sequência a viagem para quem vai de trem. A linha é AOL 424 (Paranapiacaba/Rio Grande da Serra), da Viação Ribeirão Pires. Esta linha é intermunicipal, com pintura padrão da EMTU. Para enconomizar, pode ser adquirido previamente nas estações da CPTM, um bilhete integrado que permite a utilização do Trem com esta linha de ônibus da Viação Ribeirão Pires - linha 424 - tornando assim as tarifas reduzidas. R$ 3,20). Quaisquer dúvidas entrar em contato com a CPTM através do telefone 0800-055-0121 ou com a Viação Ribeirão Pires pelos telefones (11) 4828-4566 e 0800-771-7182.
Escrito por Pousada Tangara às 22h57
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O incêndio da segunda estação de Paranapiacaba
A atual estação de Paranapiacaba não é o mesmo prédio construído pelos ingleses no final do século XIX. O prédio original tinha trilhos por onde passavam os trens pelos dois lados, era bem maior que o atual, mas foi destruído por um incêndio em 1981. Antes mesmo do incêndio, a estação já havia sido desativada em 1977 e substituída pelo prédio atual. O relógio estilo britânico foi poupado e deslocado para uma torre mais alta que a anterior. Outras histórias de incêndios marcaram a história da linha Santos - Jundiaí. Em 1946, parte da Estação da Luz, na região Central da Capital Paulista, foi destruída pelas chamas. Este incêndio ocorreu dois dias antes do término de concessão da empresa de capital inglês, São Paulo Railway. Documentos importantes sobre o contrato foram destruídos. Tanto no caso de Paranapiacaba quanto no da Estação da Luz, houve suspeita de incêndios criminosos.
Paranapiacaba, a SPR, ABC, São Paulo e o Café
Por concessão, um grupo inglês explorou o sistema ferroviário na Serra do Mar. E o primeiro sistema implementado foi o Sistema Funicular: com cabos e máquinas fixas. A primeira linha, com onze quilômetros de extensão, foi inaugurada em 1867 pelo grupo São Paulo Railway. Ela começou a ser construída em 1862 e teve como um dos maiores acionistas e idealizadores o lendário Barão de Mauá. Em 1859, ele chamou o engenheiro ferroviário britânico James Brunlees, que veio ao Brasil e deu viabilidade ao projeto. A execução de tal projeto foi de responsabilidade de outro engenheiro inglês, Daniel Makinson Fox. Um ponto curioso é que pela instabilidade do terreno, a construção da estrada de ferro foi quase artesanal. Não se utilizou explosivos por medo de desmoronamento. As rochas foram cortadas com pregos e pequenas ferramentas manuais. Paredões de até 3 metros e 20 centímetros de altura foram construídos ao logo do traçado da estrada de ferro. A segunda linha começou a funcionar em 1900.
Além de dar mais força ao sistema, os cabos e as máquinas fixas economizam energia para a operação dos trens.
No entanto, vários acidentes eram registrados, principalmente pelo rompimento dos cabos. Havia uma espécie de freio, a tenaz, que agarrava os cabos para evitar a saída dos trens dos trilhos. Nem sempre o sistema, no entanto, funcionava de maneira satisfatória. Em 1956, um grande acidente foi evitado pelo maquinista na época, Romão Justo Filho, nascido em Paranapiacaba no mês de março de 1911, filho de maquinista também. Se a composição descarrilasse, cerca de 150 pessoas poderiam perder a vida. Através da utilização correta do sistema da tenaz, Romão foi “agarrando” aos poucos o cabo até que o trem parasse.
Os cabos do locobreque levavam desenvolvimento e riqueza para a região do ABC Paulista e de Santos. Tanto é que a companhia inglesa criou em 1896 uma vila essencialmente de ferroviários, com construções de madeira no estilo inglês. Em 1907, a Vila foi chamada de Paranapiacapa, mas até 1945 a estação continuou a ser chamada de Alto da Serra. A Vila possuía todos os recursos da época para os maquinistas, fiscais e “foguistas” – responsáveis pela alimentação da fornalha da máquina fixa e da máquina dos trens.
Além de um mercado, de um posto de saúde, de um vagão-ambulância e até um vagão funerário, onde o velório era feito dentro da composição entre Santos e Paranapiacaba, os funcionários possuíam um centro de recreação, o União Lira Serrano, e um Campo de Futebol. No União Lira Serrano eram exibidos filmes, shows musicais e realizados bailes temáticos.
A concessão da linha da Serra do Mar não foi apenas glórias e desenvolvimento. Fatos até hoje não explicados satisfatoriamente marcaram a história dos trilhos por onde circularam os Locobreques. Exemplos são os incêndios da Estação da Luz, dois dias antes da primeira etapa da concessão dos ingleses terminar, em 1946, e na velha estação de Paranapiacaba, em 1981. Antes mesmo do incêndio, a estação já havia sido desativada em 1977 e substituída pelo prédio atual. O relógio estilo inglês foi poupado no incêndio e deslocado para uma torre mais alta que a anterior.
Nos dois incêndios, tanto na Estação da Luz quanto em Paranapiacaba, a suspeita principal é de motivação criminosa.
Milhões de reais foram gastos para a reconstrução da Estação da Luz, que passou por décadas ainda sentido os efeitos do incêndio. Tanto é que ela teve de ser restaurada. A obra de restauração completa foi entregue somente em 2004, data dos 450 anos da cidade de São Paulo. A Estação da Luz teve três etapas fundamentais: Ela foi inaugurada em 1867, num pequeno prédio na região central da capital paulista. A demanda de passageiros foi aumentando aos poucos, e cerca de 15 anos depois o pequeno prédio foi demolido e um outro maior foi construído. A cidade crescia muito rapidamente e a estação teve de aumentar ainda mais. Em 1890 começaram as obras da estação na configuração atual. Em 1900, o segundo prédio antigo foi demolido e em 1901, a nova estação foi inaugurada. Obras constantes de modificações e ampliações foram realizadas ao longo das décadas na Estação da Luz, já que além da demanda de passageiros ser maior, o número de linhas férreas urbanas também cresceu. Antes mesmo do Locobreque, na Serra do Mar, uma primitiva máquina de madeira, também tracionada por cabos fazia o transporte entre os cinco patamares. Era a Serrabreque.
Durante a operação da Serrabreque, Barão de Mauá era um dos administradores. Posteriormente, na vila de Paranapiacaba, os ingleses, no alto de uma subida, construíram uma mansão, que servia de centro de controle operacional. Apelidada pelos ferroviários de “Castelinho”, a posição do local proporcionava uma privilegiada visão do sistema e de toda a estrutura da vila de Paranapiacaba. O sistema ferroviário da Serra do Mar era composto por diversos túneis, que eram alvos de lendas e histórias assombradas disseminadas pelos próprios ferroviários. Algumas dessas lendas tiveram origem no fato de muitos operários terem morrido na construção desses túneis.
Escrito por Pousada Tangara às 22h54
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